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Dra. Célia Regina Barreto Bianco

Psiquiatra

Formação e Experiência

A Dra. Célia Regina Barreto Bianco formou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP) em 1990 e realizou sua Residência Médica em Psiquiatria Clínica e Psicoterapia de Orientação Psicanalítica pelo HCRP-USP de 1991 a 1993.

Com mais de 20 anos de experiência em atendimento em emergência psiquiátrica em hospitais gerais da cidade, Dra. Célia tem atuado em ambulatório de crise desde o início da pandemia, com foco em urgência e emergência psiquiátrica. Ela é parte de uma equipe de resgate psiquiátrico há 20 anos, atendendo casos graves que requerem internação psiquiátrica compulsória. A Dra. Célia acredita no trabalho humanizado e em conformidade com as normas legais do país.

CRM: 68641
RQE: 78681

Contatos

  • Email: [email protected]
  • Telefone: +55 16 3911-6170 / +55 16 98257-0787
  • Secretária (Andrea Gomes da Silva): +55 16 99173-2687 (atendimento via WhatsApp)

Redes Sociais

Biografia

A Dra. Célia Bianco é uma médica psiquiatra com vasta experiência e especialização em psicoterapia de orientação psicanalítica. Com mais de 20 anos de atuação em emergência psiquiátrica e atendimentos de crise, ela oferece cuidado humanizado e conforme as normas legais. Além disso, ela disponibiliza grupos de estudo, supervisão clínica e conta com uma equipe de resgate psiquiátrico para casos graves que requerem internação compulsória.

A Dra. Célia Bianco também é uma profissional ativa nas mídias sociais, compartilhando informações sobre saúde mental e outros assuntos relacionados. Seu site, psiquerp.com.br, oferece recursos e informações adicionais sobre sua prática profissional. Além disso, ela utiliza as redes sociais, como o Instagram, para publicar artigos e textos relacionados à saúde mental.

Com uma abordagem abrangente e atualizada, a Dra. Célia Bianco está constantemente se atualizando por meio de cursos e treinamentos. Ela também incorpora técnicas modernas, como estimulação elétrica craniana e o uso da medicação Spravato (esquetamina intranasal), em seu trabalho clínico.

Com seu conhecimento em psicanálise, vasta experiência e compromisso com a qualidade do atendimento, a Dra. Célia Bianco é uma profissional dedicada que busca oferecer cuidados de saúde mental abrangentes e personalizados aos seus pacientes.

Artigos de sua autoria no portal Medicina Ribeirão

Esquizofrenia: Mitos e Verdades na Visão de Doutores Especialistas

A esquizofrenia é um dos transtornos mentais que mais afeta a vida psíquica de uma pessoa e uma das doenças mentais que mais traz limitações emocionais, sociais e laborais, que acomete aproximadamente 1% da população mundial.  No Brasil, estima-se que cerca de 2,2 milhões de pessoas sejam afetadas por esse transtorno, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mesmo com essa prevalência significativa, a esquizofrenia ainda é mal compreendida, dando margem para uma série de mitos e equívocos. Neste artigo, exploraremos os mitos mais comuns e revelaremos as verdadeiras características desse transtorno mental. Mito: A Esquizofrenia é uma Doença Rara Apesar de ser menos comum do que os transtornos de ansiedade ou depressão, a esquizofrenia não é considerada uma doença rara. A Organização Mundial de Saúde estima que cerca de 21 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com a doença, o que equivale a aproximadamente 1% da população mundial. Mito: Pessoas com Esquizofrenia têm Personalidade Dividida A doença que causa o surgimento de múltiplas personalidades está associada a uma condição mental diferente da esquizofrenia e é conhecida como: transtorno de personalidade múltipla. Situações traumáticas podem gerar essa condição, que surge como uma defesa da mente, uma forma da mente se proteger de uma realidade traumática insuportável. Ambas as doenças estão associadas a um sofrimento mental intenso causado por um trauma ou traumas emocionais graves.   Mas a doença causa uma divisão diferente, entre o pensamento e a emoção, ocasionando o que se conhece como embotamento afetivo, ou seja, a expressão do afeto fica diminuída e a pessoa tem uma profunda dificuldade de entrar em contato com as próprias emoções, passando então a ter muita dificuldade em se relacionar intimamente com os outros, o que leva a um distanciamento social.  No transtorno de personalidade múltipla a pessoa também tem uma dificuldade grande de expressar as emoções mas as expressa através do surgimento de “pessoas diferentes” no comportamento de uma mesma pessoa. Essa condição sim é muito rara, muito mais rara que a doença.  Mito: Pessoas com Esquizofrenia são Violentas Não é correto associar automaticamente a esquizofrenia à violência. A maioria dos indivíduos com a doença não é violenta. De acordo com uma pesquisa publicada no American Journal of Psychiatry, pessoas com esquizofrenia têm mais chances de serem vítimas do que perpetradoras de crimes violentos. A violência geralmente pode ocorrer se a pessoa não aceitar tratamento ou abandonar o uso dos medicamentos prescritos e evoluir com delírios e alucinações que podem, aí sim, levar a comportamentos agressivos como defesa de alguma realidade paralela criada pela mente do paciente.  Mito: A Esquizofrenia não tem Tratamento Embora a esquizofrenia seja um transtorno crônico, ou seja, quando a doença surge ela permanece e vai requerer um acompanhamento ao longo de toda a vida. Mas pode ser gerenciada com sucesso, por meio de tratamentos que combinam medicamentos (haloperidol, clorpromazina entre outros) e terapias psicossociais.  Aliás, existem hoje medicamentos modernos, para uso contínuo: risperidona, olanzapina, quetiapina, clopixol, clozapina, paliperidona etc, que podem controlar os sintomas (mesmo quando mais graves e de difícil controle) de forma muito eficiente e possibilitar uma vida de qualidade. Algumas dessas medicações são oferecidas via oral (comprimidos ou em gotas) e algumas através de injeção mensal (existe já uma medicação que pode ser aplicada a cada 3 meses para pacientes que não aderem ao uso diário de comprimidos).  A adesão do paciente ao tratamento e a colaboração da família na criação de um ambiente de maior aceitação das limitações que surgem (em decorrência da doença) fazem uma enorme diferença no controle dos sintomas e na promoção de uma qualidade de vida para o paciente e seus familiares.  O tratamento adequado da esquizofrenia diminui muito a necessidade de uma internação hospitalar. Atualmente, com uma prescrição médica adequada e um acompanhamento psicossocial suficiente, dificilmente vai ser necessário o tratamento hospitalar. E tem aumentado o investimento em unidades de tratamento em hospitais gerais, diminuindo assim o estigma da doença.  No Brasil o tratamento da esquizofrenia se faz predominantemente através dos CAPS ( são serviços que visam a inclusão social, a reabilitação psicossocial entre outros objetivos fundamentais no tratamento, onde trabalham diversos profissionais da saúde mental – psicólogos; enfermagem; assistentes sociais; médicos psiquiatras; educadores físicos; terapeutas ocupacionais etc) e de outros serviços extra-hospitalares (centros de convivência; grupos de auto ajuda; associações de familiares e portadores de esquizofrenia).  Leia mais sobre: https://medicina.ribeirao.br/2023/10/04/brexpiprazol-um-guia-abrangente/ Mito: A esquizofrenia é causada por algum erro na educação A esquizofrenia é um problema de saúde, uma doença que tem fatores biológicos (genéticos) para se manifestar e que requer fatores ambientais para a sua expressão. Traumas na infância, uso de substâncias e estresse podem contribuir para o seu desenvolvimento, mas não são a causa da doença e sim fatores desencadeantes dela. Outras pessoas podem ter experiências semelhantes sem desenvolver esquizofrenia por não terem determinadas características genéticas que predispõe à doença.  Sabe-se que numa mesma família podem existir vários casos de esquizofrenia, assim como ocorre em relação ao surgimento de diabetes, hipertensão arterial, neoplasias e outras doenças que também têm uma expressão genética desencadeada por fatores ambientais.  Perguntas frequentes sobre Mitos e Verdades sobre a Esquizofrenia Conclusão A compreensão precisa da esquizofrenia é essencial para combater o estigma e a discriminação que cercam esse transtorno.  Lembre-se: a doença é um problema de saúde mental que quando  tratado adequadamente pode evoluir para uma vida menos limitada, mais produtiva e gratificante. 

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Saúde Mental Pós-Pandemia de COVID-19

A Importância da Saúde Mental Pós-Pandemia de COVID-19

A pandemia causou uma reviravolta sem precedentes em todas as esferas da vida, enfatizando a importância da saúde mental pós-pandemia de COVID-19. Sem dúvida pode ser considerada como causa de traumas emocionais para uma parcela considerável da população. Conforme observamos as consequências emocionais da pandemia, somos capazes de entender a importância e a urgência de se investir e tratar da saúde mental pós-pandemia de COVID-19 da população.  O Impacto da Pandemia na Saúde Mental O COVID-19 levou o mundo a um estado de estresse extremo.  O medo da infecção e das possíveis consequências dela ( hospitalização, entubação, sequelas, morte), a tristeza pela perda de entes queridos, a angústia pela chegada das vacinas, o desconhecimento de tratamentos eficazes, fakenews gerando insegurança, as mudanças drásticas na rotina e o impacto econômico negativo resultaram em um aumento generalizado dos sintomas de ansiedade, depressão e estresse. Em outubro de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um relatório alarmante: cerca de 40% da população brasileira se sentia ansiosa ou nervosa devido à pandemia. Além disso, estimou-se que a prevalência de sintomas de depressão no Brasil mais que dobrou nesse período. A Importância da saúde mental pós-pandemia de COVID-19 A pandemia tem reforçado a necessidade urgente de cuidar da saúde mental no contexto pós-pandêmico. Uma saúde mental pós-pandemia de COVID-19 robusta permite que as pessoas lidem melhor com o estresse, se recuperem de adversidades, sejam mais produtivas e contribuam para suas comunidades. Numa época em que a “normalidade” está sendo redefinida, é crucial haver um foco renovado na promoção da saúde mental pós-pandemia de COVID-19 e no tratamento de distúrbios de saúde mental. Isso significa que precisamos de estratégias de prevenção e intervenção para enfrentar a enxurrada de problemas de saúde mental emergentes. Cuidando da saúde mental pós-pandemia de COVID-19 Há várias estratégias que podem ser utilizadas para melhorar a saúde mental pós-pandemia de COVID-19 no contexto pós-pandêmico. Estas incluem : a manutenção de rotinas regulares, a prática de exercícios físicos, a manutenção de uma alimentação saudável, a realização de atividades prazerosas (o lazer é fundamental para a saúde), o combate à fakenews, oferecer informações e orientações adequadas à população e a manutenção do contato social, mesmo que seja virtualmente. É também importante procurar ajuda profissional quando necessário. O acesso a serviços de saúde mental pós-pandemia de COVID-19 tem se expandido, com mais opções de teleatendimento disponíveis.  O acesso a esses serviços é fundamental para ajudar as pessoas a lidar com as sequelas psicológicas da pandemia. Conclusão A pandemia de COVID-19 ampliou nossa consciência sobre a importância da saúde mental. Agora, mais do que nunca, é fundamental que prestemos atenção ao nosso bem-estar psicológico e busquemos ajuda quando necessário. Ao fazer isso, estaremos melhor equipados para enfrentar os desafios do mundo pós-pandêmico. A Importância da Saúde Mental Pós-Pandemia de COVID-19: Navegando pela Nova Normalidade À medida que navegamos pelo período pós-pandêmico, a saúde mental está se tornando cada vez mais importante. O cuidado com a saúde mental é essencial para lidar com o estresse, superar adversidades e manter a produtividade. É tempo de redobrar o foco na promoção da saúde mental, combater o preconceito quanto a ter e tratar dificuldades emocionais e buscar por ajuda quando necessário, para estarmos melhor equipados para enfrentar os desafios do mundo pós-pandêmico. Perguntas frequentes sobre saúde mental pós-pandemia de COVID-19

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mulher com possível crise de panico no meio da multidão - imagem profissional, com desfoque na lateral

Compreendendo a Crise de Pânico: Sintomas, Tratamentos e Prevenção

A crise de pânico é um evento perturbador e intenso que afeta significativamente a qualidade de vida das pessoas que os experimentam.  Caracterizadas por um medo extremo e sintomas físicos avassaladores, as crises de pânico podem ser confundidas com outros problemas de saúde, como por exemplo os ataques cardíacos.  Neste artigo, buscaremos compreender melhor as crises de pânico, seus sintomas, possíveis tratamentos e estratégias de prevenção. Entendendo a Crise de Pânico Uma crise de pânico é um problema real de saúde emocional, considerado uma urgência psiquiátrica.  É um episódio súbito de medo que vai aumentando e  desencadeia intensas reações físicas, mesmo que não exista um perigo real ou causa aparente. Pode ocorrer em qualquer pessoa e não é fingimento.  Esse sentimento de medo e terror pode ser tão profundo que as pessoas podem se sentir desorientadas e podem ter a sensação de que estão à beira da morte ou de perder a sanidade mental ( não há risco de vida e não há perda da sanidade).  A Crise de Pânico pode ocorrer a qualquer momento, seja durante o sono, em situações de estresse ou mesmo em momentos de aparente tranquilidade.  Além disso, a frequência e duração desses ataques variam muito de pessoa para pessoa. Sintomas da Crise de Pânico Os sintomas da Crise de Pânico são intensos e podem ser assustadores. Algumas crises podem ocorrem sem aviso e podem incluir: Estatísticas sobre Crise de Pânico Conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS), em dados de 2017, aproximadamente 264 milhões de pessoas em todo o mundo, sofrem de transtornos de ansiedade. A crise de pânico é um subtipo desses transtornos. No Brasil, a prevalência é também alarmante, atingindo cerca de 9% da população. Um estudo realizado pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo (2013) revelou que cerca de 11,5% das pessoas na cidade de São Paulo experimentaram pelo menos um ataque de pânico durante a vida. Durante o pandemia o nível de ansiedade aumentou e isso gerou um aumento na procura de ajuda psicológica e médica.  Tratamentos para a Crise de Pânico Felizmente, a crise de pânico são condições tratáveis. Existem várias estratégias eficazes de tratamento que incluem psicoterapia, medicamentos e mudanças no estilo de vida. Ter uma atitude calma e respeitosa com quem está tendo uma crise de ansiedade-pânico é fundamental para ajudar no controle dela. Oferecer apoio e levar a pessoa até um serviço de saúde sãos opções mais adequadas.  Evite tratar a pessoa de forma crítica ou desmerecê-la através de julgamento moral.  Se você nunca teve uma crise de pânico procure se informar melhor sobre o assunto antes de julgar quem está tendo ou já teve.  Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) A TCC ( terapia cognitivo comportamental é hoje um dos métodos de tratamento psicológicos mais utilizados para auxiliar no controle das crises de pânico. Ela ensina a pessoa a entender e a mudar padrões de pensamento que levam ao medo e à ansiedade.  É possível também aprender a reconhecer e a mudar comportamentos que perpetuam os ataques de pânico.  É importante investir na reflexão sobre escolhas de vida que podem estar contribuindo para o nosso sofrimento mental.  Psicoterapias profundas ( existem vários tipos delas), auxiliam na detecção de problemas  emocionais inconscientes, que costumam gerar padrões doentios de comportamentos e que podem resultar num aumento progressivo de estresse e ansiedade. Medicamentos Alguns medicamentos podem ser úteis no tratamento das crises de pânico. Existem algumas classes de medicamentos, que fazem parte dos antidepressivos, que podem prevenir os ataques de pânico. Existem também os benzodiazepínicos ( prescritos pelos médicos em um receituário azul) que podem ajudar a reduzir a intensidade dos sintomas ataques quando ocorrem porque reduzem a ansiedade (são ansiolíticos). Aqui está uma lista de medicamentos que podem ser usados para o tratamento da síndrome do pânico: É importante ressaltar que o uso de medicamentos deve ser feito sob prescrição médica, pois somente um profissional de saúde qualificado poderá avaliar a necessidade e a dosagem correta para cada paciente. Para mais informações sobre esses medicamentos e o tratamento da síndrome do pânico, você pode acessar os seguintes links: Mudanças no Estilo de Vida Adotar um estilo de vida mais saudável ajuda a evitar as crises de pânico. Isso inclui manter uma alimentação balanceada, realizar atividades físicas regulares, garantir um sono adequado e evitar o consumo de substâncias que possam agravar a ansiedade, como cafeína, álcool e drogas ilícitas. Prevenção da Crise de Pânico Embora nem sempre seja possível prevenir as crises de pânico, algumas estratégias podem ajudar a reduzir a frequência e a gravidade dos ataques.  Praticar técnicas de relaxamento, como respiração profunda, meditação e ioga, pode ser útil. Além disso, manter um diário de sintomas e gatilhos pode ajudar a identificar os fatores desencadeantes dos ataques. É importante ressaltar que qualquer pessoa que esteja enfrentando sintomas de crise de pânico deve buscar ajuda médica ou de um profissional de saúde mental. Com a compreensão adequada e o tratamento correto, as pessoas com crises de pânico podem retomar uma vida saudável e plena. Perguntas frequentes sobre Crise do Pânico

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Ansiedade Quando a Preocupação Se Torna Um Problema de Saúde

Ansiedade: Tipos, Sintomas e Como Procurar Ajuda

A ansiedade é um sentimento comum e até mesmo útil em algumas situações. No entanto, quando se torna crônica e começa a afetar a vida diária de uma pessoa, passa a ser um problema de saúde sério. Vamos explorar o que é a ansiedade, como ela se manifesta e o que pode ser feito para controlá-la. Ansiedade: O que é e quando ela se torna um problema? A ansiedade é uma reação natural do corpo ao estresse. Pode ser desencadeada por um evento específico, como uma entrevista de emprego ou uma prova importante. No entanto, quando essa ansiedade se torna frequente, intensa e irracional, impedindo a pessoa de viver uma vida normal, ela se torna um transtorno de ansiedade. Um exemplo simples para entender a ansiedade é o copo que enche até transbordar. Situações de estresse e preocupações são como gotas que caem nesse copo. À medida que o copo se enche, a pessoa torna-se cada vez mais ansiosa, até que uma pequena gota extra faça tudo transbordar, desencadeando uma crise de ansiedade. O cenário de ansiedade no Brasil No Brasil, os transtornos de ansiedade são um problema de saúde pública. Estudos mostram que o Brasil tem um dos maiores índices de ansiedade do mundo. Esse é um problema que afeta pessoas de todas as idades, classes sociais, gêneros e etnias. A conexão entre a ansiedade e a mente humana O nosso cérebro é um sistema complexo que nos permite processar informações, tomar decisões e sentir emoções. Quando enfrentamos uma situação de estresse, nosso cérebro libera neurotransmissores que nos deixam em estado de alerta. Em alguns casos, essa resposta pode ser tão intensa que acaba se manifestando fisicamente, através de sintomas como palpitações, sudorese, boca seca, tremor, respiração curta e rápida, tontura, fraqueza entre outros. Para muitos, essa sensação pode ser aterrorizante, pois é como se estivéssemos perdendo o controle sobre o que sentimos e pensamos. Esta é uma experiência comum em pessoas que sofrem de transtornos de ansiedade. Os diferentes tipos de transtornos de ansiedade Existem diferentes tipos de transtornos de ansiedade, cada um com suas características e sintomas específicos. Alguns dos mais comuns incluem o transtorno de ansiedade generalizada, o transtorno de pânico, o transtorno de ansiedade social e diversas fobias. Independentemente do tipo, todos esses transtornos envolvem uma sensação intensa de ansiedade e preocupação, muitas vezes acompanhada de medo e insegurança. É importante entender que qualquer pessoa pode sofrer de um transtorno de ansiedade, pois todos nós temos um limite emocional. Os sintomas físicos da ansiedade e como eles afetam a vida diária A ansiedade não afeta apenas a mente, mas também o corpo. Pessoas com transtorno de ansiedade frequentemente relatam sintomas físicos como dor de estômago, dor de cabeça, palpitações e dificuldade para respirar. Esses sintomas podem ser tão intensos que a pessoa pode pensar que está tendo um ataque cardíaco ou outra emergência médica. O impacto dos sintomas físicos da ansiedade na vida diária não deve ser subestimado. Eles podem interferir na capacidade da pessoa de trabalhar, estudar ou mesmo realizar tarefas diárias simples. A importância da busca por ajuda profissional Se você está enfrentando sintomas de ansiedade que estão afetando sua vida diária, é crucial procurar ajuda profissional. A ansiedade é uma condição tratável, e existem muitas opções de tratamento disponíveis, incluindo terapia, medicamentos e técnicas de relaxamento. Um profissional de saúde mental, como um psiquiatra ou psicólogo, pode diagnosticar o transtorno de ansiedade e trabalhar com você para desenvolver um plano de tratamento que atenda às suas necessidades individuais. Opções de tratamento para transtornos de ansiedade O tratamento para transtornos de ansiedade pode incluir uma combinação de terapia, medicamentos e mudanças no estilo de vida. Psicoterapia A psicoterapia, também conhecida como terapia de conversa, é um tratamento eficaz para muitos tipos de transtornos de ansiedade. Durante a terapia, você trabalhará com um profissional de saúde mental para identificar e mudar padrões de pensamento que levam à ansiedade. Medicamentos Os medicamentos podem ser usados para aliviar os sintomas da ansiedade. Existem vários tipos diferentes de medicamentos que podem ser usados, incluindo antidepressivos, benzodiazepínicos e beta-bloqueadores. Tabela de Medicamentos Ansiolíticos Nome do Medicamento Classe Farmacológica Diazepam Benzodiazepínico Lorazepam Benzodiazepínico Alprazolam Benzodiazepínico Buspirona Não-benzodiazepínico Sertralina ISRS (Inibidor Seletivo de Recaptação de Serotonina) Estilo de vida As mudanças no estilo de vida também podem ajudar a reduzir a ansiedade. Isso pode incluir coisas como exercícios regulares, uma dieta saudável, evitar cafeína e álcool, e técnicas de relaxamento como meditação e respiração profunda. A importância de um vínculo terapêutico positivo É importante destacar que o sucesso do tratamento da ansiedade não depende apenas da aplicação de técnicas terapêuticas ou do uso de medicamentos, mas também da qualidade da relação entre o profissional e o paciente. Uma relação terapêutica positiva, respeitosa e atenta é fundamental para qualquer tratamento de saúde. Mergulhando nos Transtornos de Ansiedade Os diferentes tipos de crises de ansiedade têm características e sintomas distintos. No entanto, todos compartilham a sensação avassaladora de ansiedade e preocupação. A ansiedade generalizada, o transtorno do pânico, o transtorno de ansiedade social, e diversas fobias são exemplos desses transtornos. Cada um possui uma gama única de sintomas e requer um tratamento individualizado. Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) Em casos de transtorno de ansiedade generalizada (TAG), a pessoa sente uma ansiedade constante, preocupando-se excessivamente com questões cotidianas. O TAG está geralmente associado a problemas de sono, inquietação, e dificuldade de concentração. Transtorno do Pânico O transtorno do pânico apresenta-se como ataques súbitos e frequentes de medo intenso que desencadeiam reações físicas graves quando não há perigo real ou causa aparente. Palpitações, suor excessivo e dificuldade para respirar são sintomas comuns durante um ataque de pânico. Transtorno de Ansiedade Social Já o transtorno de ansiedade social é caracterizado pelo medo irracional de situações sociais. A pessoa teme ser julgada, ridicularizada ou humilhada em público. Isso pode levar ao isolamento social e evitar situações que a fazem se sentir desconfortável. Fobias Específicas As fobias específicas são medos intensos e persistentes de determinados objetos

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Venlafaxina: como funciona, para que serve e efeitos colaterais

Se você já ouviu falar em Venlafaxina ou teve essa medicação prescrita, pode estar cheio de dúvidas. E é totalmente compreensível. Por isso, convidamos a Dra Célia Bianco, especialista em psiquiatria, para nos ajudar a desbravar esse tema.  Vamos juntos nessa jornada de compreensão? O que é Venlafaxina? A Venlafaxina é um dos antidepressivos mais prescritos na prática clínica, conhecido por sua eficácia no tratamento de diversos distúrbios do humor. A Dra. Célia Bianco, com sua experiência e observação direta dos pacientes, traz insights valiosos sobre o uso correto e as particularidades deste medicamento. Composição A Venlafaxina é um tipo de medicamento conhecido como inibidor seletivo de serotonina e noradrenalina (ISRN). Ele atua ajustando o equilíbrio de certos neurotransmissores no cérebro. A grande questão aqui é entender que todo medicamento tem uma estrutura química, e no caso da Venlafaxina, essa estrutura foi projetada para atuar diretamente em áreas específicas do cérebro, proporcionando alívio para diversas condições. Para que serve A Venlafaxina? Este é um dos pontos mais questionados. Por que alguém toma Venlafaxina? Principalmente, é usado para tratar sintomas depressivos, mas também é bastante prescrito para transtornos de ansiedade. Dra. Célia reforça: “É um medicamento de peso no combate a esses transtornos, porém, sempre deve ser administrado sob orientação médica”. Entendendo o Funcionamento Imagine seu cérebro como uma complexa rede de comunicações. Nas estações de comunicação, chamadas sinapses, mensagens são enviadas de uma célula cerebral para outra. A Venlafaxina age nessas “estações”, assegurando que a comunicação seja clara e eficaz. É como se ela fosse o “técnico” garantindo que as linhas telefônicas entre as células cerebrais estejam sempre em boas condições. O que você precisa saber antes de tomar o medicamento Antes de qualquer coisa, é fundamental entender que todo medicamento tem o momento e a forma certa de ser tomado. Dra Célia Bianco acentua que, “A Venlafaxina não é diferente. Não é recomendado para todos e têm suas especificidades.” Orientações sobre o uso de venlafaxina Balança entre Riscos e Benefícios Toda decisão médica é uma balança entre riscos e benefícios. A Dra. Célia nos lembra que “A Venlafaxina é um grande aliado no combate aos sintomas depressivos e ansiedade. No entanto, como qualquer tratamento, possui seus riscos.” É por isso que a decisão de usar o medicamento deve ser sempre uma conversa entre o paciente e o médico, avaliando a individualidade de cada situação. Efeitos Colaterais Toda medicação tem potencial para causar efeitos colaterais, e isso não significa que todos os experimentarão. No entanto, estar informado é fundamental. Aqui estão os efeitos colaterais mais comuns relatados: Dra. Célia Bianco ressalta: “Se algum desses sintomas se tornar intenso ou se você notar efeitos colaterais mais graves, procure ajuda médica imediatamente.” Detalhes sobre a Receita de Venlafaxina No Brasil, a prescrição deste medicamento segue normas rigorosas, refletindo sua importância e potencial de uso. Aqui estão detalhes específicos sobre a regulação da receita de venlafaxina: Entender estas diretrizes é crucial para garantir o uso responsável e seguro do Escitalopram. Na próxima seção, explicarei como você pode agendar uma teleconsulta e obter sua receita de Escitalopram de acordo com estas regulamentações. Procedimento para Obtenção de Receita de Venlafaxina por Consulta Online 1. Agendamento de Consulta: Para dar início ao processo, agende sua teleconsulta de forma conveniente. O agendamento de uma consulta conosco é fácil e acessível. Você pode escolher entre duas opções convenientes: 2. Realização da Teleconsulta: Na consulta agendada, faremos uma avaliação clínica completa. Esta incluirá a discussão dos seus sintomas atuais e histórico médico, e uma análise dos riscos e benefícios do Escitalopram. Este passo é crucial para assegurar uma prescrição personalizada e segura. 3. Emissão da Receita: Se o medicamento for indicado para o seu caso, emitiremos uma receita com certificado digital, válida na maioria das farmácias do Brasil, garantindo facilidade e segurança no acesso ao tratamento. 4. Orientações para Dispensação: Com a receita digital, você poderá adquirir o Escitalopram na maioria das farmácias do Brasil. Este processo é realizado com alto padrão de profissionalismo e atenção às normas de saúde, visando proporcionar um tratamento eficaz e seguro. Interações Outros medicamentos, alimentos ou substâncias podem influenciar a ação da Venlafaxina. Por exemplo, o consumo de álcool pode intensificar certos efeitos colaterais. Além disso, alguns medicamentos para ansiedade, pressão arterial e até mesmo alguns antibióticos podem interagir com a Venlafaxina. A regra de ouro? Nunca combine medicações sem o conhecimento do seu médico. Alerta e Riscos do Medicamento A Venlafaxina é um medicamento poderoso e, como tal, vem com seu conjunto de alerta. Estar ciente desses riscos é vital: Dra. Célia Bianco nos lembra que: “Embora esses riscos possam parecer alarmantes, eles são raros. O mais importante é estar informado e em constante comunicação com seu médico.” Diferença entre Venlafaxina e medicamentos similares A Venlafaxina faz parte de uma classe de medicamentos chamada ISRSN, mas existem outros inibidores e antidepressivos no mercado. O que faz a diferença? Principalmente seu mecanismo de ação, atuando tanto na serotonina quanto na noradrenalina. Outros medicamentos, como os ISRS, focam apenas na serotonina. Assim, a Venlafaxina pode ser mais eficaz em certos casos, mas, como sempre, cada pessoa é única e pode responder de maneira diferente. Bula A bula da Venlafaxina fornecerá detalhes sobre dosagem, efeitos colaterais, interações e muito mais. Preço e onde encontrar A Venlafaxina está disponível na maioria das farmácias, tanto físicas quanto online. Os preços podem variar dependendo da dosagem, marca e localização. Sempre é uma boa ideia pesquisar e verificar se há programas de desconto ou genéricos disponíveis. Perguntas frequentes (FAQ) sobre a Venlafaxina Confira nossos artigos sobre: Resumo Final A jornada para entender a Venlafaxina foi esclarecedora. Medicamentos são ferramentas poderosas na gestão da saúde mental, mas, como qualquer ferramenta, devem ser usados com sabedoria e cautela. Dra. Célia Bianco nos deixa com uma reflexão final: “Informação é poder. Esteja sempre bem informado, questione, busque respostas e nunca hesite em procurar ajuda quando necessário.”

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mãos segurando um cérebro representando a serotonina

Buspirona (Ansitec): para que serve, usos e efeitos colaterais

Neste artigo, abordaremos informações sobre o medicamento Buspirona (ANSITEC), utilizado no tratamento de condições como ansiedade e depressão. Para enriquecer nossa compreensão, convidamos dois especialistas no assunto: a psiquiatra Dra. Célia Bianco e o Dr. André Pastana Beraldo, Psiquiatra O que é Buspirona (ANSITEC)? O ANSITEC é um medicamento prescrito para o tratamento de condições específicas. Vamos explorar suas características principais: Para que serve? É importante ressaltar que o ANSITEC deve ser utilizado conforme as instruções do profissional de saúde, e sua eficácia pode variar segundo a condição tratada e a resposta individual do paciente. Entendendo o funcionamento Imagine o cérebro como um complexo sistema de rodovias. O ANSITEC age como um regulador de tráfego, controlando e equilibrando as mensagens químicas que viajam entre as células nervosas. Interessante, não é? Vamos detalhar: Mecanismo de ação da Buspirona (ANSITEC) A Buspirona é um medicamento ansiolítico utilizado principalmente no tratamento de transtornos de ansiedade generalizada. Sua ação é diferenciada dos benzodiazepínicos, outra classe comum de ansiolíticos, e seu mecanismo de ação é bastante complexo e multifacetado. Vamos explorar esse mecanismo em detalhes: Atuação nos receptores de Serotonina Efeito nos receptores de Dopamina Ausência de efeito nos Receptores GABA Diferença dos Benzodiazepínicos: Ao contrário dos benzodiazepínicos, a Buspirona não atua nos receptores GABA. Isso significa que ela não tem efeitos sedativos fortes, tornando-a uma opção preferencial para alguns pacientes. Efeitos Clínicos Efeitos colaterais da Buspirona A Buspirona, como qualquer medicamento, pode apresentar efeitos colaterais. Embora seja geralmente bem tolerada, é importante estar ciente desses possíveis efeitos e discuti-los com um profissional de saúde. Aqui estão alguns dos efeitos colaterais mais comuns e menos comuns associados à Buspirona: Efeitos colaterais comuns Estes são efeitos que podem ocorrer em uma proporção maior de pacientes: Efeitos colaterais menos comuns Estes são efeitos que ocorrem com menos frequência: Efeitos Colaterais Graves Embora raros, existem alguns efeitos colaterais graves associados à Buspirona que requerem atenção médica imediata: Considerações de uso: Leia mais sobre: Ansiedade: conheça os sintomas e aprenda a lidar com eles. Canabidiol no tratamento da ansiedade, insônia e dor crônica. Como tomar? A administração da Buspirona deve ser feita conforme as instruções do profissional de saúde que prescreveu o medicamento. Aqui estão algumas diretrizes gerais: Buspirona: Uma Alternativa Segura no Tratamento da Ansiedade Contribuições valiosas da Dra. Célia sobre o tema de hoje: A buspirona apresenta uma vantagem significativa sobre muitos ansiolíticos, especialmente os benzodiazepínicos, frequentemente referidos como “calmantes”. Uma das principais características da buspirona é que ela não apresenta risco de dependência química. Isso a torna especialmente importante tanto para pessoas que já têm dependência química e buscam superá-la com tratamento médico, quanto para aqueles que desejam evitar medicamentos com maior potencial de induzir dependência. Existem diversos esquemas terapêuticos que consideram a buspirona como uma alternativa no processo de abstinência de benzodiazepínicos. Uma abordagem consagrada é introduzir a buspirona enquanto se reduz a dose do “calmante” que se deseja interromper. Ao aumentar progressivamente a dose de buspirona, é possível realizar o “desmame” de medicamentos como clonazepam, lorazepam, diazepam, entre outros. A buspirona também pode ser útil no desmame de outras substâncias viciantes, como álcool e cocaína. No tratamento de quadros de ansiedade generalizada, crises de pânico e fobia social, a buspirona já é reconhecida como uma opção segura, sem o inconveniente de causar sonolência, um efeito colateral comum em outras medicações. É evidente que a eficácia dos benzodiazepínicos no controle da ansiedade é superior, e os psiquiatras têm domínio em sua prescrição e orientação há décadas, garantindo um tratamento seguro e eficaz para seus pacientes. No entanto, quando há riscos de agravar uma situação de abuso de substâncias no tratamento médico, a buspirona destaca-se como uma alternativa robusta e segura. Qual profissional de saúde procurar? Ao considerar o tratamento com Buspirona, é importante procurar o profissional de saúde adequado: Precisa de receita para comprar Buspirona? No Brasil, a prescrição deste medicamento segue normas rigorosas, refletindo sua importância e potencial de uso. Aqui estão detalhes específicos sobre a regulação da receita de buspirona: Entender estas diretrizes é crucial para garantir o uso responsável e seguro do Escitalopram. Na próxima seção, explicarei como você pode agendar uma teleconsulta e obter sua receita de Escitalopram de acordo com estas regulamentações. Procedimento para Obtenção de Receita de Buspirona via Teleconsulta 1. Agendamento de Consulta: Para dar início ao processo, agende sua teleconsulta de forma conveniente. O agendamento de uma consulta conosco é fácil e acessível. Você pode escolher entre duas opções convenientes: 2. Realização da Teleconsulta: Na consulta agendada, faremos uma avaliação clínica completa. Esta incluirá a discussão dos seus sintomas atuais e histórico médico, e uma análise dos riscos e benefícios do Escitalopram. Este passo é crucial para assegurar uma prescrição personalizada e segura. 3. Emissão da Receita: Se o medicamento for indicado para o seu caso, emitiremos uma receita com certificado digital, válida na maioria das farmácias do Brasil, garantindo facilidade e segurança no acesso ao tratamento. 4. Orientações para Dispensação: Com a receita digital, você poderá adquirir o Escitalopram na maioria das farmácias do Brasil. Este processo é realizado com alto padrão de profissionalismo e atenção às normas de saúde, visando proporcionar um tratamento eficaz e seguro. Perguntas frequentes sobre o Ansitec Nesta seção, vamos abordar algumas das perguntas mais comuns sobre o Ansitec, um medicamento utilizado no tratamento da ansiedade. As respostas são fornecidas para oferecer informações claras e precisas. Reflexão Final O Ansitec é, sem dúvida, uma ferramenta valiosa no tratamento da ansiedade. No entanto, é fundamental que os pacientes estejam cientes dos possíveis efeitos colaterais e das precauções associadas ao seu uso. A individualização do tratamento é crucial, e a consulta regular com um profissional de saúde, como um psiquiatra, é essencial para garantir um tratamento seguro e eficaz.” Comentário do Dr. André Pastana Beraldo: O tratamento com Buspirona (ANSITEC) é uma abordagem valiosa para o manejo de transtornos de ansiedade e outras condições. No entanto, como qualquer tratamento médico, ele vem com considerações importantes, desde entender o mecanismo de ação até

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vários potes de medicamentos de Atomoxetina:

Atomoxetina: uma nova opção de tratamento para TDAH chega ao Brasil!

Em um avanço significativo para o tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) no Brasil, em julho de 2023, a fabricante Apsen Pharmacare obteve a aprovação da ANVISA para comercializar sua atomoxetina sob o nome comercial Atentah. Este medicamento, amplamente utilizado em outros países para tratar pacientes com TDAH, agora abre novas possibilidades de tratamento em território brasileiro. O que é Atomoxetina? A atomoxetina, comercialmente conhecida como Strattera, é um inibidor seletivo da recaptação de norepinefrina. Sua principal indicação é para o tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) em crianças, adolescentes e adultos. Vantagens da Atomoxetina Dra Célia Bianco nos relata que uma das principais vantagens da atomoxetina é que ela não é uma substância controlada com Receita Amarela (Notificação de Receita “A”) como o venvanse e a ritalina.  Ao abordarmos o tratamento do TDAH, é fundamental entender as diferenças entre os medicamentos disponíveis. A atomoxetina, por exemplo, tem uma característica distintiva: ela não é uma substância controlada. Mas o que isso realmente significa, especialmente quando a comparamos com outros medicamentos como a Ritalina e o Venvanse? O Controle da Ritalina e do Venvanse A Ritalina (metilfenidato) e o Venvanse (lisdexanfetamina) são estimulantes do sistema nervoso central. Eles atuam aumentando a quantidade de certos neurotransmissores no cérebro, ajudando a melhorar a concentração e a reduzir os comportamentos impulsivos típicos do TDAH. No entanto, esses medicamentos são classificados como substâncias controladas. Isso ocorre porque: Devido a esses riscos, a prescrição e dispensação desses medicamentos são rigorosamente controladas pelas autoridades de saúde. Atomoxetina — uma alternativa sem controle rigoroso Diferentemente da Ritalina e do Venvanse, a atomoxetina não é um estimulante. Ela é um inibidor seletivo da recaptação de norepinefrina. Isso significa que sua ação no cérebro difere, e ela não possui o mesmo potencial de abuso que os estimulantes. Por essa razão, a atomoxetina: Se você está interessado em entender mais sobre medicamentos comuns usados no tratamento do TDAH, como a Ritalina e o Venvanse, recomendamos a leitura dos nossos artigos detalhados. Ambos os medicamentos têm suas particularidades, benefícios e efeitos colaterais. Duração da ação da Atomoxetina A atomoxetina é um medicamento utilizado no tratamento do TDAH e, como tal, é importante entender quanto tempo seus efeitos duram e quando os pacientes podem esperar ver melhorias após iniciar o tratamento. Tempo de atuação A atomoxetina tem uma duração de ação de pelo menos 10 a 12 horas. Isso significa que, após a ingestão, seus efeitos terapêuticos podem persistir por quase metade do dia. Isso é benéfico para pacientes que precisam de alívio dos sintomas do TDAH durante o dia escolar ou de trabalho. Início da ação e resposta completa De acordo com uma revisão sistemática de 2013: Isso destaca a importância da paciência ao iniciar um novo tratamento para o TDAH. A atomoxetina pode levar algum tempo para mostrar sua eficácia completa. Pacientes e cuidadores devem estar cientes disso e se comunicar regularmente com o médico sobre qualquer preocupação ou efeito colateral. Administração e Dosagem A atomoxetina é administrada via oral e pode ser tomada uma ou duas vezes ao dia. A cápsula deve ser engolida intacta. A eficácia do medicamento varia segundo o horário de administração, sendo geralmente mais eficaz pela manhã. No entanto, a administração à noite está associada a menos efeitos adversos do que pela manhã e pode ser melhor tolerada ao iniciar a terapia. Disponibilidade no Brasil e preço da Atomoxetina No entanto, é importante notar que, apesar da recente aprovação da ANVISA, a comercialização do Atentah no mercado brasileiro ainda pode demorar um pouco. Enquanto aguardamos sua disponibilidade nas farmácias locais. Efeitos adversos da Atomoxetina A atomoxetina, como qualquer medicamento, possui efeitos adversos que podem variar de leves a graves. É essencial estar ciente desses efeitos ao considerar ou iniciar o tratamento. Vamos explorar mais profundamente esses efeitos: Efeitos adversos gerais Os efeitos adversos mais comuns associados à atomoxetina incluem: Efeitos cardiovasculares A atomoxetina tem um efeito estimulante sobre o sistema nervoso simpático. Embora raros, eventos cardiovasculares graves, incluindo morte súbita, podem ocorrer durante o tratamento. Priapismo O priapismo, uma ereção prolongada e dolorosa, é um efeito adverso raro, mas grave, associado à atomoxetina. Pensamento suicida Em alguns pacientes, especialmente crianças e adolescentes, a atomoxetina foi associada a um risco aumentado de pensamentos suicidas. Efeitos psiquiátricos Além dos pensamentos suicidas, outros efeitos adversos psiquiátricos raros, como alucinações, pensamento delirante e mania, podem ocorrer durante o tratamento com atomoxetina. Tiques Houve relatos associando o uso de atomoxetina ao início de tiques motores, movimentos repetitivos e involuntários. Lesão hepática Em casos raros, a atomoxetina foi associada a lesões hepáticas graves. Os pacientes devem ser monitorados para sinais e sintomas de lesão hepática, como fadiga, anorexia, urina escura e icterícia. É fundamental que os pacientes e cuidadores estejam cientes desses efeitos adversos e comuniquem qualquer sintoma ao médico. A decisão de continuar ou interromper o tratamento deve ser tomada com base em uma avaliação cuidadosa dos benefícios e riscos. Leia também sobre os medicamentos inibidores de norepinefrina e seus efeitos: Contraindicações da Atomoxetina A atomoxetina, como qualquer medicamento, possui contraindicações específicas. É crucial que os pacientes estejam cientes dessas contraindicações para evitar complicações potencialmente graves. Perguntas frequentes (FAQ) sobre Atomoxetina Referências:

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mulher com as mãos na cabeça sinalizando preocupação em um ambiente escuro

CID F41: Outros Transtornos Ansiosos

Olá a todos!  Se você chegou até aqui, provavelmente está buscando entender mais sobre os transtornos ansiosos, sobre o CID F41, e suas subcategorias. A ansiedade é uma emoção natural, mas quando se torna crônica ou excessiva, pode afetar nossa saúde mental e qualidade de vida.  E para nos ajudar a desvendar esse tema tão relevante, contamos com a colaboração de uma médica especialista no assunto: Dra Célia Bianco Psiquiatra Imagem de uma pessoa olhando pela janela, representando a reflexão sobre a ansiedade. CID F41 Transtorno de pânico (ansiedade paroxística episódica) O transtorno de pânico, como a Dra. Célia Bianco frequentemente destaca em suas consultas, é caracterizado por ataques súbitos e intensos de medo ou ansiedade. Esses ataques podem durar vários minutos e, muitas vezes, os sintomas são tão severos que a pessoa acredita que está tendo um ataque cardíaco. Sintomas e Diagnóstico do CID F41 Os sintomas mais comuns incluem palpitações, suor excessivo, tremores, sensação de falta de ar, e medo intenso de perder o controle ou morrer. É crucial diferenciar um ataque de pânico de outras manifestações de ansiedade, pois o tratamento pode variar. Ansiedade generalizada A ansiedade generalizada é uma preocupação constante e excessiva com diferentes atividades e eventos. Esta forma de ansiedade é menos sobre a intensidade dos sintomas e mais sobre a persistência deles.  Como a Dra. Célia Bianco costuma explicar, é como se a mente nunca desligasse. Causas e Fatores de Risco A origem da ansiedade generalizada pode ser multifatorial. Genética, química cerebral, personalidade e eventos de vida, como traumas ou experiências negativas, podem contribuir. Além disso, é comum que pessoas com ansiedade generalizada também tenham outras condições de saúde mental ou física, o que pode aumentar os sintomas. Transtorno misto ansioso e depressivo Quando a ansiedade e a depressão coexistem, temos o que é chamado de transtorno misto ansioso e depressivo. A Dra. Célia Bianco ressalta que é essencial reconhecer e tratar ambos os aspectos para garantir o bem-estar do paciente. Entendendo a Conexão Não é raro que a ansiedade e a depressão se manifestem juntas. Ambas podem ser respostas a estressores semelhantes e podem se alimentar mutuamente, criando um ciclo difícil de quebrar. Outros transtornos ansiosos mistos Existem outros transtornos ansiosos que não se encaixam perfeitamente nas categorias anteriores. Eles podem ser uma combinação de sintomas de diferentes transtornos. Identificação e Diagnóstico Identificar esses transtornos mistos pode ser um desafio, pois os sintomas podem se sobrepor a outros transtornos. É crucial uma avaliação detalhada e uma compreensão profunda dos sintomas e de sua duração. CID F-41.8 e F41.9: Outros transtornos ansiosos especificados e não especificados Estas categorias são, em muitos aspectos, categorias “guarda-chuva” para transtornos ansiosos que não se encaixam nas definições anteriores. A Dra. Célia Bianco enfatiza que, embora possam parecer categorias genéricas, cada paciente é único e merece uma abordagem individualizada. Entendendo a Classificação A classificação “especificada” ou “não especificada” é usada quando os sintomas não atendem aos critérios completos para outros transtornos ansiosos. Isso não diminui a validade ou a gravidade dos sintomas; é simplesmente uma maneira de categorizar condições que não se encaixam perfeitamente em outros lugares. Investigação e Tratamento — Transtornos Ansiosos A investigação e o tratamento adequados dos transtornos ansiosos são fundamentais para garantir a qualidade de vida e o bem-estar dos paciente. Investigação dos Sintomas A investigação começa com uma avaliação clínica detalhada. O médico irá: Em alguns casos, podem ser necessários exames físicos ou testes laboratoriais para descartar outras condições que possam estar causando os sintomas. Opções de Tratamento O tratamento dos transtornos ansiosos pode incluir uma combinação de terapia, medicamentos e estratégias de autocuidado. Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) A TCC é uma das terapias mais estudadas e eficazes para transtornos ansiosos. Ela se concentra em identificar, entender e mudar padrões de pensamento e comportamento negativos. Através da TCC, os pacientes aprendem a desafiar pensamentos automáticos e a desenvolver habilidades de enfrentamento. Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) A ACT ensina os pacientes a aceitar pensamentos e sentimentos indesejados, em vez de tentar combatê-los. Ela combina aceitação e técnicas de atenção plena com compromisso e práticas de mudança de comportamento. Terapia Psicodinâmica Baseada nas teorias e práticas da psicanálise, esta terapia explora padrões de comportamento enraizados, muitas vezes originados na infância. O objetivo é aumentar a autoconsciência e entender a influência do passado no comportamento presente. Terapia Interpessoal (TIP) A TIP se concentra nas relações interpessoais e nos padrões sociais do paciente. Ela ajuda os pacientes a identificar e modificar padrões problemáticos em suas relações e a desenvolver habilidades sociais. Terapias Baseadas em Atenção Plena (Mindfulness) Estas terapias ensinam os pacientes a focar no presente e a se tornarem mais conscientes de seus pensamentos e sentimentos sem julgamento. A atenção plena pode ajudar a reduzir os sintomas de ansiedade e a melhorar o bem-estar emocional. Medicamentos para Transtornos Ansiosos A medicação pode ser uma ferramenta valiosa no tratamento de transtornos ansiosos. A Dra. Célia Bianco, destaca que a escolha do medicamento deve ser feita com cuidado, considerando a condição específica, os sintomas do paciente e possíveis interações medicamentosas. Aqui está uma lista dos medicamentos mais comumente usados: Antidepressivos Benzodiazepínicos Nota: Os benzodiazepínicos são geralmente prescritos para alívio de curto prazo ou para tratamento de sintomas de ansiedade aguda devido ao potencial de dependência e tolerância. Betabloqueadores Os betabloqueadores são frequentemente usados para tratar sintomas físicos de ansiedade, como palpitações ou tremores. Estratégias de Autocuidado para Transtornos Ansiosos O autocuidado é uma parte essencial do tratamento dos transtornos ansiosos. Embora a medicação e a terapia sejam componentes cruciais, as estratégias de autocuidado podem complementar essas abordagens e ajudar os pacientes a gerenciar seus sintomas no dia a dia. A Dra. Célia Bianco frequentemente enfatiza a importância de incorporar práticas de autocuidado na rotina diária. Técnicas de Relaxamento Estas técnicas ajudam a acalmar a mente e relaxar o corpo. Algumas opções incluem: Meditação e Atenção Plena (Mindfulness) A meditação pode ajudar a centrar a mente e reduzir os pensamentos ansiosos. A atenção plena, por sua vez,

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