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Videogame para crianças: Quando Começar, Quantas Horas Jogar, Benefícios e Malefícios

Em uma era dominada pela tecnologia digital, os videogames conquistaram um lugar inegável no cotidiano das crianças.

Esses mundos coloridos e interativos cativam os jovens de uma maneira que poucas outras atividades conseguem. Mas com essa atração, surgem perguntas cruciais: quando as crianças devem começar a jogar videogames?

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Quantas horas devem passar jogando por dia? E quais são os benefícios e malefícios do videogame nas crianças?

Este artigo, baseado em estudos e evidências científicas, visa responder a essas perguntas e orientar pais e responsáveis na difícil tarefa de navegar pelo mundo dos videogames.

A Era dos Videogames

O primeiro videogame comercialmente disponível, o Magnavox Odyssey, foi lançado em 1972. Desde então, a indústria de videogames passou por uma evolução impressionante.

Hoje, os videogames são uma parte significativa da cultura popular, com jogos complexos que oferecem mundos virtuais ricos para exploração, quebra-cabeças desafiadores e a oportunidade de se conectar com outros jogadores ao redor do mundo.

Estima-se que cerca de 2,7 bilhões de pessoas, ou um terço da população mundial, joguem videogames de alguma forma1.

No Brasil, um estudo conduzido pelo Instituto Datafolha em 2020 revelou que 44% das pessoas jogam videogames, sendo que 72% destas são crianças e adolescentes. Isso indica a prevalência deste hábito entre os mais jovens e a necessidade de compreender seus impactos.

Videogame em Crianças: Quando Começar

A questão de quando introduzir os videogames na vida de uma criança é complexa e depende de vários fatores.

A Academia Americana de Pediatria recomenda que crianças menores de 18 meses evitem o uso de telas, exceto para chamadas de vídeo. Para crianças de 2 a 5 anos, a recomendação é limitar o tempo de tela a uma hora por dia, e esse tempo deve ser gasto em atividades de alta qualidade, como programas educativos ou jogos que incentivem a criatividade e a interação.

Portanto, é essencial que os pais e responsáveis avaliem não apenas a idade da criança, mas também a qualidade do conteúdo do videogame.

Quantas Horas de Jogo por Dia?

A quantidade de tempo que uma criança deve passar jogando videogames é outra questão que muitos pais e responsáveis se perguntam. A Organização Mundial de Saúde sugere um máximo de 2 horas de tela por dia para crianças acima de 5 anos.

Entretanto, mais importante que o tempo total, é a qualidade desse tempo. Pais e responsáveis devem se certificar de que o tempo de jogo não esteja interferindo com as obrigações escolares, atividades físicas e interações sociais.

Por exemplo, uma criança que joga videogames por 2 horas por dia, mas também passatempo brincando ao ar livre, fazendo lição de casa, e interagindo com a família, está tendo um equilíbrio saudável.

O Lado Positivo dos Videogames

Os videogames são frequentemente vistos como uma forma de entretenimento, mas os benefícios potenciais vão muito além disso.

Pesquisas sugerem que jogar videogames pode ajudar no desenvolvimento de várias habilidades importantes. Por exemplo, um estudo da Universidade de Padova mostrou que jogar videogames pode melhorar a coordenação motora fina e a orientação espacial1.

Ainda, muitos jogos requerem que os jogadores pensem estrategicamente, resolvam problemas e tomem decisões rápidas, tudo isso pode contribuir para melhorar o pensamento crítico.

Jogos multijogadores podem ajudar a desenvolver habilidades sociais, à medida que as crianças precisam trabalhar em equipe e se comunicar efetivamente para ter sucesso.

O Lado Sombrio dos Videogames

No entanto, como tudo na vida, o excesso de videogames também pode trazer consequências negativas.

Quando o tempo de jogo excede as recomendações e começa a substituir as atividades físicas e interações sociais, pode levar a problemas como sedentarismo e isolamento social. Além disso, a exposição prolongada às telas pode causar problemas de sono e visuais.

O vício em videogames é uma condição séria e reconhecida pela Organização Mundial de Saúde.

Os sintomas do vício em videogame para crianças incluem comportamento obsessivo, a preferência por videogames em detrimento de outras atividades, alterações de humor e impacto negativo nas atividades diárias1.

Segundo a Pediatria em Foco, revista científica da Sociedade de Pediatria de São Paulo, em 2020 foi registrada uma prevalência de 9,6% de vício em videogames entre crianças e adolescentes brasileiros 2, sendo considerado uma condição comum.

Videogame para crianças e a Saúde Mental

O impacto dos videogames na saúde mental das crianças é uma área de pesquisa em constante evolução.

Embora muitos jogos possam ter aspectos positivos, como a promoção de habilidades cognitivas e sociais, também existem preocupações. Jogos violentos podem aumentar a agressividade, e alguns jogos podem reforçar estereótipos de gênero e comportamentos prejudiciais.

Se você suspeita que seu filho possa estar desenvolvendo um vício em videogames, é importante procurar a orientação de um profissional de saúde mental. Psicólogos e psiquiatras estão equipados para diagnosticar e tratar esses problemas, e muitos têm experiência específica em lidar com questões relacionadas ao uso de tecnologia.

Prevenindo e Tratando o Vício em Videogames

Prevenir o vício em videogames começa com a conscientização sobre o tempo de jogo e a qualidade dos videogames que as crianças estão jogando.

Pais e responsáveis podem estabelecer regras sobre o uso de videogames, como limites de tempo, horários apropriados para jogar (por exemplo, não antes da hora de dormir) e restrições sobre o tipo de jogos que podem ser jogados.

Quando se trata de tratar o vício em videogames, o primeiro passo é reconhecer o problema. Se o comportamento obsessivo e os sintomas descritos anteriormente são observados, é importante buscar ajuda profissional o mais rápido possível.

Tratamentos para o vício em videogames incluem terapia cognitivo-comportamental, terapias familiares, medicação (em alguns casos) e programas de tratamento residencial1.

Além disso, a prática regular de atividades físicas e a promoção de hobbies que não envolvam telas também são importantes para manter um equilíbrio saudável e prevenir o vício em videogames.

Conclusão

Videogames são uma parte integrante do mundo em que vivemos hoje. Eles podem ser uma fonte de diversão, aprendizado e desenvolvimento de habilidades valiosas para as crianças. No entanto, como qualquer coisa na vida, é a moderação que é a chave.

Ensinar as crianças a equilibrar o tempo que passam jogando videogames com outras atividades importantes é uma habilidade vital que servirá a eles ao longo da vida. Ao fazer isso, podemos aproveitar os benefícios que os videogames podem oferecer, minimizando seus possíveis malefícios.

Gostaríamos de ouvir suas experiências e pensamentos sobre o tema. Como você lida com o uso de videogames por seus filhos? Quais estratégias você achou úteis? Compartilhe suas experiências nos comentários abaixo!

Perguntas frequentes sobre videogames na infância

1. Quando as crianças podem começar a jogar videogames?

De acordo com a Academia Americana de Pediatria, as crianças com menos de 18 meses devem evitar o uso de telas, exceto para chamadas de vídeo. Para crianças de 2 a 5 anos, a recomendação é limitar o tempo de tela a uma hora por dia.

2. Quantas horas por dia as crianças devem jogar videogames?

Os principais problemas da tireoide em crianças incluem hipotireoidismo e hipertireoidismo. O hipotireoidismo ocorre quando a tireoide não produz hormônios suficientes, enquanto o hipertireoidismo acontece quando a tireoide produz hormônios demais.

3. Quais são os potenciais malefícios dos videogames?

Os potenciais malefícios dos videogames incluem sedentarismo, isolamento social, problemas de sono e visuais e o vício em videogames. É importante equilibrar o tempo de jogo com outras atividades e monitorar o tipo de jogos que as crianças estão jogando.

4. O que é vício em videogames?

O vício em videogames é uma condição séria e reconhecida pela Organização Mundial de Saúde. Os sintomas incluem comportamento obsessivo, preferência por videogames em detrimento de outras atividades, alterações de humor e impacto negativo nas atividades diárias.

5. Como prevenir o vício em videogames?

A prevenção do vício em videogames envolve a conscientização sobre o tempo de jogo e a qualidade dos jogos. Os pais podem estabelecer regras sobre o uso de videogames, incluindo limites de tempo, horários apropriados para jogar e restrições sobre o tipo de jogos.

6. Como tratar o vício em videogames?

O tratamento para o vício em videogames pode incluir terapia cognitivo-comportamental, terapias familiares, medicação (em alguns casos) e programas de tratamento residencial. É importante procurar ajuda profissional se o vício for suspeito.

7. Quais profissionais de saúde devem ser procurados se o vício em videogames for suspeito?

Psicólogos e psiquiatras estão equipados para diagnosticar e tratar o vício em videogames. Muitos têm experiência específica em lidar com questões relacionadas ao uso de tecnologia.

8. Os videogames podem afetar a saúde mental das crianças?

Sim, enquanto muitos jogos podem promover habilidades cognitivas e sociais, há também preocupações. Jogos violentos podem aumentar a agressividade e alguns jogos podem reforçar estereótipos de gênero e comportamentos prejudiciais.

9. Quais são as recomendações de uso de videogames para crianças?

As recomendações de uso de videogames para crianças incluem limitar o tempo de jogo para no máximo 2 horas por dia, evitar jogos violentos ou prejudiciais e equilibrar o tempo de jogo com outras atividades importantes, como tarefas escolares, atividades físicas e interações sociais.

10. Qual é a prevalência do vício em videogames entre crianças e adolescentes no Brasil?

Segundo a Pediatria em Foco, revista científica da Sociedade de Pediatria de São Paulo, em 2020 foi registrada uma prevalência de 9,6% de vício em videogames entre crianças e adolescentes brasileiros, sendo considerado uma condição comum.

Formei em 2006 em Medicina pela USP de Ribeirão Preto, partindo para as residências médicas de pediatria e endocrinologia, terminando todo o processo em 2013. Tenho o título de especialista tanto de pediatria e endocrinologia pediátrica reconhecidos pelo Conselho Federal de Medicina e Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo. Meu ponto forte é o atendimento em consultório para todas as patologias associadas à endocrinologia pediátrica, mas o ponto forte é o diabetes tipo 1 e suas tecnologias (sensores e bombas de insulina).

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Tags: pediatria Saúde Videogames

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